Estou farta, fartinha
Desta minha vidinha,
Durmo, como e estudo,
Em busca de conhecimento chorudo!
De manhã revejo normas,
De todas as cores e formas,
À tarde vejo patologia,
Desde a gastro à alergologia!
E em tom antecipatório,
Vou revendo o relatório,
Em busca dos quesitos
Baseados nos meus escritos.
E quanto mais leio,
Mais eu me zonzeio,
E sinto necessidade de rever,
"É desta que vou aprender!"
Já não tenho idade,
Pachorra ou vontade,
Para continuar esta tortura!
Saber tanta banalidade:
Tamanha impossibilidade...
Vou mas é dedicar-me à agricultura!
Já não tenho idade...!
Adeus Ano Velho
Em 2012 cresci.
Não em altura, já sou demasiado velha para isso (ao contrário do meu sobrinho que lá vai celebrando os centímetros conquistados com o passar dos meses)!
Não em largura, apesar da balança dizer que sim, eu recuso-me a acreditar em tais números aldrabados, seguramente fruto de descalibração momentânea por mau alinhamento dos astros!
Não em riqueza, que a Troika não o permite e os caprichos diários também não!
Mas sim enquanto pessoa.
Que 2013 permita a continuação deste processo de crescimento, e que faça dos desencontros, encontros, das incertezas, garantias, dos percalços, oportunidades, e dos sonhos, realidades!
O Beijo
Durante a estadia em Viena para o Congresso Europeu de Medicina Geral e Familiar, escapei-me para visitar Belvedere de propósito para ver "O Beijo". Sempre gostei da expressão quase inexpressiva da rapariga ao ser beijada neste quadro, contrastando bastante com a restante expressão corporal. Contudo, nunca imaginei que o original fosse tão diferente de todas as imagens que tinha visto na net, em livros, em quadros.... É surpreendente a diferença que faz. As cópias "são giras, e tal", mas o original é deslumbrante. Mede 1,80 x 1,80 m, e está colocado numa parede escura com um focos de luz a saír por trás da moldura, de modo a tornar o dourado resplandecente. Apreciar o quadro sentada no banco colocado a uns metros de distancia é uma experiência que aconselho a qualquer pessoa. (A propósito, não consigo dizer o mesmo da Mona Lisa, mas talvez isso se deva ao facto de não ter conseguido aproximar-me do quadro devido ao excesso de turistas naquela minha visita ao Louvre.)
Ao que parece, quando Klimt pintou esta imagem ainda vivia com a mãe e as irmãs, tendo já 45 anos de idade. Eish, ainda dizem que a geração de hoje está a viver à custa dos pais.... :)
O Verão está a acabar...
... E com o fim do Verão, vem a época de stress de preparação para exames. Os calhamaços esquecidos na prateleira começam a existir por toda a casa, desde o escritório à casa de banho; o desktop enche-se com documentos word e pdf para conseguir produzir um relatório de jeito, começam a fazer-se verdadeiras sessões de estudo até às tantas da madrugada, debitando matéria em voz alta em preparação para enfrentar um júri dentro de alguns meses... enfim. Nada a que já não esteja acostumada.
É verdade, esta vida académica parece não acabar nunca. Já lá vão 4 anos desde que saí da faculdade, 10 anos desde que entrei para a faculdade, 22 anos desde que pela primeira vez me sentei a uma secretária na escola, e ainda assim a dita "época de exames" não me larga. Raios e coriscos.
Já é do conhecimento geral que em época de exames eu torno-me sempre um bocadinho mais creativa. Habitualmente, essa creatividade traduz-se com uma verdadeira escalada nas artes musicas (piano), mas houve um ou dois anos em que foi a veia poética que veio ao de cima (essa altura foi divertida, devo dizer).
Pois bem, este ano vou tentar algo diferente. Vou dedicar-me aos quadros famosos por uns tempos aqui no blog. Só mesmo para mudar um bocadinho de ares, aculturar-me no processo, dar um novo fôlego de vida a um blog que está em estado vegetativo já há uns anos, e ter algo para me tirar a cabeça dos livros volta na volta.
É um plano.... Let's hope it works!
Nunca o Mogadouro viu tanta gente num dia só!
As minhas origens paternas estão no concelho de Oleiros. O meu pai nasceu numa terra chamada Mougueiras de Cima, numa casa de pedra com 2 divisões - o quarto e a cozinha. Era a terra do meu avô paterno, onde os meus avós decidiram ir viver. A minha avó paterna tinha nascido ali bem pertinho, a uns 3 km a pé para quem conhecia os trilhos pelo meio dos pinheiros, numa terra chamada Mogadouro. A tia Adelaide, irmã da minha avó, disse-me ontem que quando ela era mais nova o Mogadouro chegou a ter 50-60 habitantes! Hoje em dia tem apenas uma habitante, e só no verão, que "os invernos já custam muito por causa do frio".
Por iniciativa duns primos do meu pai, ontem realizou-se o Primeiro Encontro de Nascidos e Descendentes de Nascidos no Mogadouro. Lançou-se o convite no facebook, e por telefone a palavra espalhou-se até aos ouvidos da tia Emília, que já tem 98 anos e provavelmente nunca ouviu falar desta rede social, mas que não se atreveu a faltar a tamanho evento.
E foi assim que o Mogadouro, terriola de uma habitante apenas, se encheu com 150 pessoas. Estenderam-se toldos entre as árvores para fabricar sombra, puseram-se tábuas em cima de cavaletes para fabricar mesas, e acenderam-se os fogareiros. Houve churrasco, houve filhóses e claro, pinga também não faltou. O João até levou a sua concertina e pôs a malta a dançar!
Adorei!
Para o ano, quero mais! A comissão organizadora do Segundo Encontro de Nascidos e Descendentes de Nascidos no Mogadouro já está nomeada. E foi assim que o Mogadouro, terra condenada a morrer, renasceu! E no processo iniciou uma tradição durante muitos anos que ainda estão por vir. =)
| Mogadouro Ontem |
O que vai na alma
O sr. Luis vai morrer.









