Eu sei que é improvável,
Mas por outro lado, são as coisas improváveis que nos dão aquela sensação de esperança que só a magia pode resolver, e que nos obriga a sermos pequeninos outra vez, de modo a podermos ignorar as estatísticas e as probabilidades, de modo a podermos acreditar que até é possível. .... Embora tenhamos consciência da improbabilidade desta possibilidade.
Oh, por favor! Por uma vez, deixem a magia trabalhar!
Réstias de esperanças
um Obrigado à Cara Metade
Por tudo, sempre
mas hoje em particular pela força que me dás quando o meu mundo cai.
When I'm in your arms
Nothing seems to matter
My whole world could shatter
... I don't care.
Amo-te.
Couch to 5 K
... Starting TODAY! =)
Decidi (pela enésima vez) desprender-me desta inércia que me transforma numa pessoa sedentária que não quero ser. Para isso, precisava de aconselhamento e motivação. E, na busca destes dois, encontrei um programa da NHS que promete pôr-me a correr 5 km 3x/semana em sessões de 30 minutos, sem sofrimento ou agonia. Na mesma página, encontrei um programa de fortalecimento muscular a ser desenvolvido ao longo de 5 semanas. Aparentemente, tudo funciona melhor se formos intercalando um programa com o outro (em dias alternados)
Pensei - perfeito! É mesmo isto que eu preciso!
Portanto, logo ao fim do dia darei início a esta nova maneira de estar na vida. Será que é desta? :)
Wish me luck!
Litros vs Quilos
Há dias em que uma pessoa dá o litro (e até corre bem)...
.... e, ainda assim, parece que mesmo que tivesse dado 3 litros e meio, não conseguiria satisfazer as expectativas dos outros.
Apetece-me crescer
O crescimento dá-se por surtos.
Existe aquele primeiro quando somos pequeninos pequeninos, ainda sem ideia de sermos gente, e de repente já somos rapazes e raparigas a correr e a pular, para grande espanto dos nossos papás babados.
Depois, entramos para a escola. Aí crescemos outra vez, ganhamos um senso de responsabilidade e de propósito para a nossa existência. Conhecemos novas caras e novas cores, e aprendemos que o mundo não se esgota no seio da nossa família.
Depois, conhecemos o mundo real, aquele que não é justo e que não tem regras como tem a escola. Aquele ao qual pertencemos, e que na maioria das vezes está lá para nos dificultar a vida, em vez de estar lá para nos servir, como até então estávamos habituados.
Depois, começamos a trabalhar, e puxa...! Quanto custa perceber o quanto custa ganhar o pão que comemos! Um passo gigante no que toca a crescer.
Depois, constituímos família com outra pessoa, e aprendemos que o nosso mundo é substancialmente diferente do mundo da nossa cara metade. E aprendemos a fundir dois mundos distintos de modo a criar um novo mundo, só nosso. E deixamos para trás um mundo que nos era familiar, e que deixa saudades nos momentos difíceis da vida. E a isso se chama crescer. Muito.
E depois....
.... e depois não sei, que é mais ou menos nessa última fase que me encontro há já 2 anos. E não é que seja mau, mas tornou-se já rotineiro. Já não dá trabalho, porque já me acostumei ao trabalho quotidiano a que esta situação obriga. Apetece-me inovar!
Portanto, e depois... não sei o que me vai fazer crescer "depois", mas o que quer que seja, estou pronta.
Apetece-me crescer novamente.
It's a magical world...Let's go exploring!
É irónico.
Hoje fui à minha antiga faculdade, no âmbito de um projecto de investigação no qual estou a colaborar. É irónico que a primeira vez que entro no edifício principal da minha faculdade, depois de terminado o curso, calhe exactamente no dia da queima das fitas. Há 5 anos, era eu de traje vestido, e fitas amarelas a sair da minha pasta, com aquele brilho nos olhos de quem acaba de concretizar um sonho (ou está prestes a acabar!)...
E tanta coisa aconteceu nestes 5 anos! Tanta coisa tão pouco documentada na blogosfera, por falta de tempo? de imaginação? de motivação? de meninice?
Acabou-se um namoro, começou-se outro, constituiu-se a família nuclear no primeiro estadio de Duvall num ninho criado por dois, fizeram-se planos para casar, desfizeram-se planos para casar, grandes momentos, bons momentos, maus momentos, péssimos momentos... Tanta coisa que me levou a crescer sem sequer me aperceber! Nos entrementes, lá vinha aqui deixar algum comentário sobre alguma banalidade, mas desliguei-me do velho "diário electrónico" a que eu chamei Carpe Diem, já lá vão 8 anos.
Os últimos posts, curiosamente, são repetitivos à volta do mesmo tema - relançar o blog. Alguma vez serei capaz disso? Não sei... Não quero saber, neste momento.
Neste momento estou nostálgica. Ver aquelas caras entusiasmadas, a porta da Sala dos Actos iluminada, saber o que tinha acabado de acontecer, reviver o momento que foi meu há tantos anos... Nostálgica.
E com a nostalgia, vieram as recordações de tempos volvidos. Curiosamente, o Calvin e Hobbes vieram depressa à ideia no meio da minha nostalgia. Curiosamente, o Carpe Diem também lá estava.
Portanto, em tom nostálgico, decidi vir postar aqui. De facto, é um mundo mágico. E de facto, tenho andado a explorá-lo em todas as suas vertentes, tal como o Calvin mandou, há tantos anos atrás, quando virei a última página do livro. Na altura, e ainda hoje, acho que foi o melhor fim para uma banda desenhada.
Acho que está na hora de reler o The Complete Calvin and Hobbes. E, quem sabe, de....? =)
Nostalgia pré-facebookiana
Os blogs parecem condenados a morrer. Pelo menos no que diz respeito aos blogs que eu seguia em tempos, bem como aqui ao velho Carpe Diem.
Podia depositar grande parte da culpa no facto de estarmos todos a crescer. Afinal, as minhas responsabilidades hoje vão muito além do estudo do Grande Harry, altura em que nos tempos livres me punha a escrever Odes para dar algum alento ao espírito. Actualmente, o pouco tempo livre que tenho é habitualmente passado a dar descanso ao velho neurónio com uma bela soneca de poucos minutos antes de retomar a azáfama da vida diária. Imagino que se passe o mesmo com os restantes "bloguistas" que costumavam escrever assiduamente. E não se trata só das responsabilidades - Dizem que o pico da imaginação é entre os 15 e os 25 anos - pois esses já lá vão há algum tempo. Estou (estamos?) em declínio imaginário, e isso traduz-se em falta de ideias de baboseiras para depositar na blogosfera.
Mas acho que a maior razão delas todas se deve ao Facebook. Desde que se iniciou essa rede social, nunca mais a blogosfera foi a mesma coisa. E é um facto - o tempo antes dispendido no velho Carpe Diem é agora orientado para o facebook. Tenho pena... tenho saudades do velho Blog. Leio a minha página do facebook de uma ponta à outra e pouco se altera em mim - meras frases soltas e imagens partilhadas de pessoa em pessoa. Leio os velhos posts do meu blog e fico com um sorriso nostálgico parvo, e com vontade de ler mais. Mais ou menos a mesma coisa que me acontece quando pego nos velhos diários, quando a caneta cor de rosa com tinta azul clarinho e o papel timbrado e perfumado ainda eram o máximo.
Tenho saudades.







