IRRA! Que às vezes, é preciso esperar demasiado tempo para conseguirmos algo perfeito!
Foram dois anos. Dois longos anos... a remediar, a passear por lojas e a rapar frio (ok, isto está um tanto ou quanto exagerado). Mas caramba! Depois de muito sofrer, de muito procurar, e de duras e longas constipações provocadas por falta de agasalho, finalmente (FINALMENTE !!! ) achei-o!
Foi hoje! Saí de casa de propósito para o comprar. Levei comigo o meu talismã da sorte no que toca a moda (uma amiga de longa data), e fui às compras. E nem foi preciso procurar muito.
"Entramos na Springfield?"
"Ok."
Foram precisos 5 minutinhos apenas para me deparar com ele - O casaco dos meus sonhos! :)
Hehehe, o Inverno já pode chegar. Venha ele - eu estou preparada!
Finalmente!
Veneza
... bela cidade essa, que mesmo à distância é capaz de pôr dois tolos apaixonados, que nunca lá foram, muito felizes em datas especiais! :)
Pedido de Devolução
Eu tinha um neurónio,
Um neurónio pequenino,
Vivia no meu cérebro,
E vivia lá sozinho.
Era triste a sua vida,
Vítima de maus tratos e exploração,
Trabalhava noite e dia,
Sendo a hora da novela a única excepção.
Até que um dia o neurónio fartou-se,
Fez as malas e partiu.
"Estou fartto do Harry! Acabou-se!"
E foi assim que ele fugiu.
O meu cérebro está agora entristecido,
Sem um neuróniozito sequer!
Se porventura encontrar o meu neurónio desaparecido,
Faça o favor de o devolver!
As condições melhorarão, evidentemente,
E o contrato de trabalho será revisto.
Mas devolvam-me o neurónio rapidamente,
Que sem ele, eu não consigo estudar isto!
~ Ana ~
The art of Racing in the Rain
Enzo em Português, trata-se de um livro escrito por Garth Stein. E foi este o segundo livro que alguma vez me pôs a chorar... (O primeiro foi O Meu Pé de Laranja Lima).
Tenho de admitir que tive alguma relutância em comprar o livro - afinal, uma história narrada por um cão filósofo... Parecia-me fantochada a mais para ser um bom livro. Mas os olhinhos do cão que está na capa conquistaram-me, e eu precisava seriamente de algo que servisse de distracção nas viagens de comboio. Portanto, comprei o livro... e não me arrependi. Ok, não é o livro do ano, nem é uma obra incrivelmente fantástica. Mas pôs-me a chorar, o que já é dizer alguma coisa. :)
Sometimes I believe...Sometimes I really do believe!
Mais um...
Prometi a mim mesma não ligar o computador durante 24 horas. Ontem à noite, até o deixei arrumado numa prateleira, debaixo de alguns livros, para fugir à tentação. Mas mal acordo e desço as escadas para ir tomar o pequeno almoço, encontro um alvoroço tal de uns pais que se preparam para sair de casa, deixando apenas um recado - Diz à cunhada para vir cá jantar!... E pronto, lá, se foram grandes planos, e lá liguei eu o pc. E mais do que o messenger, vi ainda os blogs do costume.
Vi um blog de um professor, que ontem pelos vistos celebrou os 30 anos de ter acabado o curso. Uau! 30 anos... Não há-de ele ser alvo da minha admiração, com tamanha experiência em cima. Eu conto apenas com 3 míseros anos, não de acabar o curso, mas de ser frequentadora habitual das enfermarias dos hospitais espalhados pela cidade de Lisboa, sempre no papel de aluna à espera de ordens, e ainda nunca no papel de médica com decisões importantes a tomar. E li o post do meu professor. Li sobre a sua decisão repentina de vir um dia a ser médico, li sobre como ele não se arrependeu, e li todo o gosto que ele sente pela profissão. Gosto esse que também eu já senti (eu sei que sim!), mas que aos poucos, e devido a um estúpido exame, se tem vindo a desintegrar, e a pôr em causa este rumo que decidi em tempos traçar na minha vida.
Deparo-me diariamente com pormenores que sei nunca conseguir decorar (será que é assim tão importante sabê-los?!), leio coisas que sei que importam para os doentes, mas que sem a prática não fazem sentido, estudo gráficos e tabelas e parágrafos intermináveis... Raios, eu quero estudar pessoas! Quero tê-las à minha frente, fazer-lhes perguntas, e lentamente ir progredindo nos fluxogramas mentais que fui construindo ao longo de 6 anos de curso... fluxogramas esses que agora se encontram esbatidos na memória, substituidos por informação sobre genes e percentagens estupidas, muitos relativos a doenças raríssimas que nunca vou encontrar na vida, mas que mesmo assim me obrigam a decorar. Tudo por causa de um estúpido exame.
Ignoro os AVCs e a Diabetes, para dar lugar a Sindromes de Lhermite e doenças de Franklin e de Seligman. Fará isto algum sentido?!
Tudo bem, compreendo a existência do exame. Mas ao menos que nos ponham a aprender coisas que nos serão úteis, coisas que poderemos usar no futuro. Não nos ponham a decorar factos que 1 mês após o exame (se calhar nem tanto) já estão confundidos e esquecidos...
...E por favor, não nos tirem o gosto pela profissão. Isto acima de tudo.
Obrigado, professor, pelo seu post. Precisava de algo que me lembrasse que isto é passageiro, e que daqui a 30 anos também eu estarei a comemorar, e terei esquecido esta fase de estupidificação que me obrigam a ultrapassar.
Forrest Gump
Jenny Curran: Do you ever dream, Forrest, about who you're gonna be?
Forrest Gump: Who I'm gonna be?
Jenny Curran: Yeah.
Forrest Gump: Aren't, aren't I going to be me?
Carta
Não falei contigo
Com medo que os montes e vales que me achas
Caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
Que a estabilidade lógica
De quem não quer explodir
Faça bem ao escudo que és...
Saudade é o ar
Que vou sugando e aceitando
Como fruto de verão
Nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
Que num dia maior serás trapézio sem rede
A pairar sobre o mundo
Em tudo o que vejo...
É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
Nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua
Desconfio que ainda não reparaste
Que o teu destino foi inventado
Por gira-discos estragados
Aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
De sincronização do coração
São leis como paredes e tectos
Cujos vidros vais pisando...
Anseio o dia em que acordares
Por cima de todos os teus números
Raízes quadradas de somas subtraídas
Sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
Um ciclo vicioso
Harmonioso ao teu gesto mimado
E à palma da tua mão...
É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
Nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua.
Desculpa se te fiz fogo e noite
Sem pedir autorização por escrito
Ao sindicato dos deuses...
Mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
Como refúgio dos meus sentidos
Pedaço de silêncios perdidos
Que voltei a encontrar em ti...
É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...
...nela te pinto nua, nua
Numa chama minha e tua.
Numa chama minha e tua.
Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém...
Se não te deste a ninguém
Magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.
A mim... passou-me ao lado.






